segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Review Red Dead Redemption Undead Nightmare

Undead Nightmare conta uma história fantasiosa no mundo de Red Dead Redemption. Pense nos episódios de halloween dos Simpsons e entenderá a natureza da trama. Os acontecimentos dessa expansão tratam de uma estranha praga que traz os mortos de volta à vida. Abigail Jack, esposa e filho de John Marston, são mordidos por zumbis e acabam integrando a legião dos mortos-vivos. Cabe então ao protagonista partir em viagem, na esperança de encontrar uma cura.
Com toda sinceridade, creio que de alguns anos para cá zumbis começaram a ficar batidos. A quantidade de filmes, quadrinhos e jogos que estrelam as criaturas aumentou exponencialmente, sem conseguirem adicionar algo de muito interessante à ficção ou superar as obras iniciais de George Romero. Parte disso se dá pela tentativa de trazer zumbis a um plano mais destacado, quando eles não deveriam ter saído dos filmes B. Sem o caráter trash, os mortos-vivos perdem seu charme, tornando-se monstros como quaisquer outros.
Independente de concordar ou não com essa asserção, a Rockstar acertou em cheio no ponto do que, para mim, torna zumbis tão apreciáveis. Neste DLC, toda a apresentação de Red Dead Redemption remete a histórias e seriados de terror de décadas passadas, como Creepshow ou Contos da Cripta,  produções trash que misturam o horror com a comédia. No jogo, o perigo presente é real; os mortos-vivos estão, a cada dia, matando mais e mais pessoas nas cidades, e progressivamente estão se espalhando. No entanto, John e alguns dos outros personagens parecem não se importar muito com isso, tratando o fato de maneira casual. Em mais de uma ocasião o protagonista simplesmente observa enquanto algum de seus antigos conhecidos é devorado, sem esboçar nenhuma reação. As próprias vítimas, muitas vezes, veem a situação levianamente; logo no início da aventura, um sobrevivente diz que irá apenas “caminhar sozinho por uma viela aparentemente deserta e segura” para em seguida, é claro, ser comido.
Além desse ar blasé que permeia os personagens, outros toques foram dados para caracterizar a ambientação. A música, apesar de permanecer boa parte do tempo a mesma, recebeu pequenas adições de forma a ficar mais macabra. Já alguns trechos específicos, normalmente relacionados a missões da história, têm canções diferentes, com trilhas que ficam entre um surf rock e Zombina and the Skeletones, bastante boas e que combinam perfeitamente com o clima. A palheta de cores também é levemente diferente, um pouco mais alaranjada e escura, deixando tudo um pouco mais tenebroso.
Nem todos os minigames presentes na aventura principal estão no DLC. Isso porque as cidades estão quase desertas; as poucas pessoas restantes refugiam-se em telhados ou outros locais altos, fora do alcance dos zumbis. Assim, não restam mais jogadores presentes em mesas de pôquer, blackjack etc. Entretanto, boa parte das missões secundárias dão as caras, alteradas para condizerem com esta nova realidade. Os cartazes de procurados, por exemplo, são substituídos por pôsteres de desaparecidos. Através deles sabe-se o último local em que um sobrevivente foi visto, e cabe a você resgatá-lo. A ação de acabar com todos os bandidos em esconderijos de gangues, por sua vez, é deixada de lado em favor da proteção de cidades. De tempos em tempos os vilarejos são atacados; após livrá-los da presença de zumbis, eles passam a ser seguros, permitindo que você durma, salve, e o utilize como ponto de viagem rápida. No entanto, eventualmente os mortos retornarão, o que requer que você aja novamente. Os desafios também amrcam presença, pedindo, por exemplo, que você cace as versões zumbis dos animais que antes habitavam aquelas terras, ou que dome os quatro cavalos do apocalipse (cavalos mesmo, não cavaleiros).


Yanyys

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