terça-feira, 16 de novembro de 2010

Review Call of duty Modern Warfare 2


Com o estrondoso sucesso de Call of Duty 4: Modern Warfare, era de se esperar que uma continuação estivesse nos planos da Infinity Ward. O que não se esperava era que, após trailers e propagandas, Modern Warfare 2 fosse se tornar um fenômeno cultural e de vendas, com mais de 5 milhões de cópias vendidas no dia do lançamento. Como fã da série, estava preocupado com o hype absurdo em torno do título. Mas, felizmente, o jogo corresponde às expectativas.
A história acontece cinco anos depois de Modern Warfare. Imran Zakhaev, vilão do game anterior, é considerado um herói e mártir pelos russos. Vladimir Makarov, um dos tenentes de Zakhaev, inicia então uma série de ataques terroristas ao redor do mundo. A guerra começa no Afeganistão e passa por outros países como Estados Unidos, Brasil e Rússia. Alguns personagens estão de volta, como Soap Roach, e novos são apresentados. Na pele destes soldados da Task Force 141, você deve impedir os ataques terroristas a todo custo.
A Infitiny Ward fez um bom trabalho com a história desta sequência. Porém, sob muita pressão para superar a qualidade de Modern Warfare. Por um lado isso é bom, pois o jogo apresenta muitos momentos cinematográficos e de pura tensão. Acontece que, à primeira vista, a história é tão confusa que você só entenderá tudo ao final do game, depois de todas as reviravoltas. Se isso é proposital ou não, confundirá o jogador de qualquer jeito.
Seguindo a boa fórmula, a estrutura das fases permanece em três atos passando por momentos e lugares diferentes. As fases no Rio de Janeiro são duas: Takedown (Ato 1) e The Hornet’s Nest (Ato 2). Claro que é super divertido ver o nosso país representado no jogo, mas tenho que admitir que estas fases são insignificantes para a trama. O objetivo é caçar um traficante de armas chamado Alejandro Rojas (?) e interrogá-lo. A favela é muito bem representada, com casas típicas de tijolos expostos, lixo espalhado, esgotos a céu aberto e muita pobreza. Melhor ainda é ouvir os traficantes falando em português perfeito, sem sotaque (exceto pelo seu companheiro de missão, que é gringo). Só é estranho não ouvirmos sotaque carioca ou mesmo palavrões… Mas acho que aí é pedir demais. Minha única crítica fica quanto à aparência dos traficantes: eles usam óculos Rayban, boina, e vestem roupas nada típicas brasileiras. Lembra muito a milícia africana de Far Cry 2, por exemplo. Mas a experiência é satisfatória, o Cristo Redentor está lá, e ainda temos os cenários brasileiros no modo multiplayer. Não tem do que reclamar.
No quesito ação, o game entretém do começo ao fim. Mas também sufoca o jogador em certas missões, em que não há pausas entre os ataques e os inimigos não param de surgir. Já as missões com foco na estratégia e infiltração são simplesmente perfeitas, com ação na dosagem certa. Entre as novidades estão os momentos em que você explode uma porta ou parede e atira em um número determinado de alvos em câmera lenta. Geralmente são inimigos com reféns, obrigando você a atirar com cuidado e precisão. Em outras partes, temos perseguições de jipe, bote e até de snowmobile.
As armas de Modern Warfare 2 são numerosas e todas baseadas em modelos reais utilizados pelo exército norte-americano, com direito à GPS e outros periféricos modernos como sensor de batimento cardíaco. Você pode até mesmo usar um escudo, em algumas fases. A jogabilidade continua impecável, com comandos fáceis e extremamente precisos, assim como no game anterior.
Terminado o modo de campanha, que dura entre 6 a 8 horas, temos o Special Ops. Trata-se de um modo co-op para dois jogadores em tela dividida ou online. São missões baseadas em trechos das fases do modo de campanha. Elas consistem em vários objetivos: eliminar um determinado número de inimigos, chegar vivo ao ponto de extração, desativar bombas, corrida contra o tempo, etc. As missões são divididas em cinco grupos, sendo que cada missão pode ser completada em três níveis de dificuldade: Regular (1 estrela), Hardened (2 estrelas) e Veteran (3 estrelas). Quanto mais estrelas acumular, mais rápido são destravados os extras. Jogando sozinho e na dificuldade Veterain, é praticamente impossível completar todas as missões. Portanto, procure por um amigo bom de mira para ajudá-lo.
Agora chegamos à melhor parte: o modo Multiplayer. Seguindo os moldes do game anterior, você evolui conforme adquire pontos de experiência durante as partidas online, habilitando novas armas, acessórios, equipamentos, títulos, emblemas, Perks(habilidades) e Death Streaks. Os novos Perks são muito bem vindos, como usar dois acessórios nas armas primárias e secundárias (visor, lança-granadas, silenciador, etc), ficar indetectável pelo UAV e outros tipos de radares, recarregar a arma mais rápido, e por aí vai. Ao criar uma classe, você pode escolher três tipos de Perks, além de um equipamento (um tipo de bomba, faca para arremessar, armadura, etc) e um Death Streak.


Yanyys

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